domingo, 10 de março de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
VIVERRedação
do Momento Espíritahttp://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3746&stat=0
Por vezes, não nos lembramos de como
é bom viver. Talvez porque nos esqueçamos de usufruir a vida em
totalidade.
Quase sempre, a ansiedade é nossa
companheira. E é ela que nos impede de viver em plenitude.
Quando nos deixamos envolver pela
ansiedade, estamos em um lugar fisicamente, mas a mente se encontra em outro ou,
então, horas à frente.
É bastante comum nos encontrarmos em
uma festa e cogitarmos do cansaço que sentiremos no dia seguinte, do
inconveniente de termos que levantar cedo, de retomar a rotina.
Descambamos para queixumes e
lamentações. Esquecemos de viver aquele momento de alegria, de encontro com os
amigos, de risos, de descontração.
Consequentemente, a festa não nos
beneficiará, ao contrário, será sinônimo de cansaço e indisposição.
E que dizer quando reclamamos das
crianças em casa? Reclamamos do barulho, da correria. Enfim, elas requerem tanta
atenção, tantos quefazeres.
E deixamos de usufruir dessa
extraordinária possibilidade de observá-las, de rir com elas, rir do que fazem e
como fazem.
Permitimo-nos perder a chance de ter
algumas horas de puro prazer, correndo, rindo, rolando na grama, chutando bola.
E também abraçando, estreitando forte, beijando.
Já nos demos conta de quão
maravilhoso é o colar de dois braços miudinhos nos envolvendo o pescoço? Nenhuma
joia, por mais valiosa, supera essa preciosidade.
Porque abraço de criança é tudo de
bom: é espontâneo, é forte, é macio.
E, no final do passeio, ou na hora de
dormir, como é doce sentir aquele calor do corpo de uma criança em nossos
braços, perceber-lhe o ritmo da respiração, sentir o pulsar do seu coração junto
ao nosso.
Isso se chama viver. Isso se chama
sorver a vida em abundância.
Viver é, também, permitir-se
despentear pelo vento, com suas mãos rebeldes e despreocupadas.
É sentir o sol percorrendo-nos o
corpo e estendendo cores por toda a natureza, beijando a superfície das águas,
fazendo-as brilhar como líquidos cristais.
Viver é sentar-se à mesa com a
família, com os amigos e comer devagar, buscando identificar o sabor de cada
alimento. E se deixar ficar ali, conversando, falando dos tantos nada que fazem
a felicidade de cada dia.
É dar um passeio de mãos dadas,
deixando a brisa sussurrar segredos entre ambos. Recados ouvidos de Deus,
segredos somente conhecidos por quem ama.
Viver é deter-se para assistir a um
pôr-do-sol, observando as pinceladas divinas que se sucedem, em promessa de um
dia esplendoroso, após a noite de veludo e estrelas que se
aproxima.
Viver é ter a certeza de que, após os
dias de invernia, chuva e frio, suceder-se-ão as horas floridas da primavera
risonha.
E que, após os dias de intenso calor,
a natureza começará a se despir de folhas e flores, preparando-se para se
engalanar de geada, brumas e garoa.
Viver cada minuto, cada emoção, sem
ansiedade, como único e inigualável.
Assim, a vida se torna maravilhosa.
Cada dia, uma experiência inédita porque, sendo criação divina, não existem
reprises nas horas, nem nos minutos.
Pensemos nisso e, enquanto ainda nos
encontramos no panorama terrestre, bebamos do cálice da vida, gota a gota,
deliciando-nos com o seu sabor.
E se horas amargas se apresentarem,
recordemos que como as estações, também os quadros de dores e dificuldades se
sucedem, substituídos por outros de alegrias, risos e cores.
Redação do Momento
Espírita.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
ESSE É PARA REFLETIR!!!!!!!!!!!!!!!!!
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
...
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Porquê?" Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e volteia dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito,eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha
envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela.
Por uns segundos,cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior como corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo.
Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas.Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras:"Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".
Eu não consegui dirigir para o trabalho... fui até o meu novo futuro endereço,saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia... Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar".
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe,Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama, morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!
Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.
Mas se escolher compartilhar para alguém, talvez salve um casamento. Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir...
(Rubens Lima)
Valorize quem realmente te ama ... Pense nisso ... !!
sábado, 26 de janeiro de 2013
ÍNDIOS CHEROKEES
|
FLORESTA AMAZÔNICA É NOSSA!!!!!!!!!!!!
> >> Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador
>
> >> do DF,ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi
>
> >> questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
>
> >>
>
> >> O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo
>que esperava a
>
> >> resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
>
> >>
>
> >> Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:
>
> >>
>
> >> "De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a
>
> >> internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não
>tenham
> >> o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
>
> >>
>
> >> "Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a
>
> >> Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo
>
> >> o mais que tem importância para a humanidade.
>
> >>
>
> >> "Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada,
>
> >> internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O
>
> >> petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a
>
> >> Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os
>donos das reservas
>
> >> sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e
>
> >> subir ou não o seu preço.
>
> >>
>
> >> "Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
>
> >>
>internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres
>
> >> humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um
>
> >> país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado
>pelas
>
> >> decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que
>
> >> as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia
>
> >> da especulação.
>
> >>
>
> >> Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de
>
> >> todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à
>
> >> França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças
>produzidas
>
> >> pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o
>
> >> patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de
>
> >> um
>proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário
>
> >> japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes
>
> >> disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
>
> >>
>
> >> "Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do
>
> >> Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em
>
> >> comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho
>
> >> que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser
>internacionalizada.
>
> >> Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como
>
> >> Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada
>
> >> cidade, com
>sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria
>
> >> pertencer ao mundo inteiro.
>
> >>
>
> >> "Se os EUA
>querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la
>
> >> nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais
>nucleares
>
> >> dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas
>
> >> armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as
>
> >> lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
>
> >>
>
> >> "Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo
>em
>
> >> troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada
>
> >> criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
>
> >> Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando
>
> >> o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do
>mundo
>
> >> inteiro.
>
> >>
>
> >> Como humanista,
> >> aceito defender a internacionalização do mundo.
>
> >>
>
> >> Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a
>
> >> Amazônia seja nossa. Só nossa!
>
> >>
>
> >>
>
> >> DIZEM QUE ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA, POR RAZÕES ÓBVIAS. AJUDE A
>
> >> DIVULGÁ-LA
LINDA.........PARA REFLETIR
|
Nunca é tarde para pensar na vida,
procurar uma saída, erguer as mãos caídas, recomeçar...
Nunca é tarde para levantar os olhos,
andar de cabeça erguida, contemplar um novo horizonte, sonhar...
Nunca é tarde para estender a mão amiga
para tirar alguém da briga que luta contra a solidão,
nunca é tarde para ouvir a voz da razão seguir
a ordem do coração e viver com gratidão...
Nunca é tarde para saciar a fome ao dividir o pão,
ser luz para alguém sair da escuridão, caminhar de mãos dadas
sentindo a emoção de haver feito o bem para um irmão...
Nunca é tarde para rever os amigos, ajudar os aflitos,
resolver os conflitos no diálogo e não aos gritos,
ser vencedor e não vencido pois tudo é belo mais que bonito...
Nunca é tarde para mudar os planos, recuperar o ânimo,
caminhar juntos, rever os enganos,
enfrentar as barreiras dos anos e no final ainda dizer te amo...
Nunca é tarde para dizer sim para vida,
para dizer perdão querida, dizer não ao ego
enxugar uma lágrima para curar um ferida...
Nunca é tarde para mudar de gesto,
de atitude e de pensamento para ser feliz,
deixar o protesto, sentir a liberdade numa prece...
Nunca é tarde para dar um basta na amargura,
refazer a postura, deixar a vida dura,
encontrar a esperança que ficou perdida, viver a paz que é sem medida...
Nunca é tarde para abraçar um filho,
sentir o seu amor, orientar seus caminhos
para jamais andar sozinho e deixar de ser menino em sua vida escolhida...
Nunca é tarde para dizer que não sei, reconhecer que errei
e que tanto tempo passei a me enganar, e por causa da alma ferida
nunca encontrei a saída que me impedia de caminhar...
Nunca é tarde para sorrir, agradecer a Deus pela vida,
viver a realidade de um novo dia, aprender o que não sabia,
fazer o que não fazia e ensinar o que vivia...
Nunca é tarde para fazer o bem,
ser amigo de alguém, ajudar a quem não tem,
dizer sempre o que convém,
respeitar não ir além, viver sempre amando alguém...
Nunca é tarde para ver Deus na natureza,
ser ativo na igreja, dizer amém, assim seja,
dar um basta na tristeza, estar em paz com todos,
ser feliz e que Deus nos proteja...
Nunca é tarde para sair da rotina,
aprender com disciplina, não desistir,
dar a volta por cima depender sempre de Deus,
crer no que Ele nos ensina, ser feliz é nossa sina...
"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel
A GAROTA COM AS MAÇÃS
Agosto de 1942 - Piotrkow, Polônia.Naquela manhã, o céu estava sombrio, enquanto esperávamos ansiosamente.Todos os homens, mulheres e crianças do gueto judeu de Piotrkow tinham sido levados até uma praça.Espalhou-se a notícia de que estávamos sendo removidos. Meu pai havia falecido recentemente de tifo, que se alastrara através do gueto abarrotado.Meu maior medo era de que nossa família fosse separada."O que quer que aconteça," Isidore, meu irmão mais velho, murmurou para mim,"não lhes diga a sua idade. Diga que tem dezesseis anos".Eu era bem alto, para um menino de 11 anos, e assim poderia ser confundido como tal.Desse jeito eu poderia ser considerado valioso como um trabalhador.Um homem da SS aproximou-se, botas estalando nas pedras grosseiras do piso.Olhou-me de cima a baixo, e, então, perguntou minha idade."Dezesseis", eu disse.Ele mandou-me ir à esquerda, onde já estavam meus três irmãos e outros jovens saudáveis.Minha mãe foi encaminhada para a direita com outras mulheres, crianças, doentes e velhos.Murmurei para Isidore, "Por quê?"Ele não respondeu. Corri para o lado da mãe e disse que queria ficar com ela."Não," ela disse com firmeza. "Vá embora. Não aborreça. Vá com seus irmãos".Ela nunca havia falado tão asperamente antes. Mas eu entendi: ela estava me protegendo.Ela me amava tanto que, apenas esta única vez, ela fingiu não fazê-lo. Foi a última vez que a vi.Meus irmãos e eu fomos transportados em um vagão de gado até a Alemanha.Chegamos ao campo de concentração de Buchenwald em uma noite, semanas após,e fomos conduzidos a uma barraca lotada.No dia seguinte, recebemos uniformes e números de identificação."Não me chamem mais de Herman", eu disse aos meus irmãos. "Chamem-me 94938".Colocaram-me para trabalhar no crematório do campo, carregando os mortos em um elevador manual.Eu, também, me sentia como morto. Insensibilizado, eu me tornara um número. Logo, meus irmãos e eu fomos mandados para Schlieben, um dos sub-campos de Buchenwald, perto de Berlim.Em uma manhã, eu pensei ter ouvido a voz de minha mãe."Filho" ela disse suave, mas claramente, "Vou mandar-lhe um anjo".Então eu acordei. Apenas um sonho. Um lindo sonho.Mas nesse lugar não poderia haver anjos. Havia apenas trabalho. E fome. E medo.Poucos dias depois, estava caminhando pelo campo, pelas barracas, perto da cerca de arame farpado, onde os guardas não podiam enxergar facilmente. Estava sozinho. Do outro lado da cerca,eu observei alguém: uma pequena menina com suaves, quase luminosos cachinhos.Ela estava meio escondida atrás de uma bétula. Dei uma olhada em volta, para certificar-me de que ninguém estava me vendo. Chamei-a suavemente em Alemão. "Você tem algo para comer?"Ela não entendeu. Aproximei-me mais da cerca e repeti a pergunta em Polonês.Ela se aproximou. Eu estava magro e raquítico, com farrapos envolvendo meus pés,mas a menina parecia não ter medo. Em seus olhos eu vi vida.Ela sacou uma maçã do seu casaco de lã e a jogou pela cerca.Agarrei a fruta e, assim que comecei a fugir, ouvi-a dizer debilmente, "Virei vê-lo amanhã".Voltei para o mesmo local, na cerca, na mesma hora, todos os dias. Ela estava sempre lá, com algo para eu comer - um naco de pão ou, melhor ainda, uma maçã.Nós não ousávamos falar ou demorarmos. Sermos pegos significaria morte para nós dois.Não sabia nada sobre ela. Apenas um tipo de menina de fazenda, e que entendia Polonês.Qual era o seu nome? Por que ela estava arriscando sua vida por mim?A esperança estava naquele pequeno suprimento, e essa menina, do outro lado da cerca,trouxe-me um pouco, como que me nutrindo dessa forma, tal como o pão e as maçãs.Cerca de sete meses depois, meus irmãos e eu fomos colocados em um abarrotado vagão de carvão e enviados para o campo de Theresiensatdt, na Tchecoeslováquia."Não volte", eu disse para a menina naquele dia. "Estamos partindo".Voltei-me em direção às barracas e não olhei para trás, nem mesmo disse adeuspara a pequena menina, cujo nome eu nunca aprendi - menina das maçãs.Permanecemos em Theresienstadt por três meses.A guerra estava diminuindo e as forças aliadas se aproximando, muito embora meu destino parecesse estar selado. No dia 10 de maio de 1945, eu estava escalado para morrer na câmara de gás, às 10:00 horas. No silencioso crepúsculo, tentei me preparar. Tantas vezes a morte pareceu pronta para me achar, mas de alguma forma eu havia sobrevivido. Agora, tudo estava acabado.Pensei nos meus pais. Ao menos, nós estaremos nos reunindo.Mas, às 08:00 horas ocorreu uma comoção.Ouvi gritos, e vi pessoas correndo em todas as direções através do campo.Juntei-me aos meus irmãos.Tropas russas haviam liberado o campo! Os portões foram abertos.Todos estavam correndo, então eu corri também.Surpreendentemente, todos os meus irmãos haviam sobrevivido.Não tenho certeza como, mas sabia que aquela menina com as maçãs tinha sido a chave da minha sobrevivência. Quando o mal parecia triunfante, a bondade de uma pessoa salvara a minha vida,me dera esperança em um lugar onde ela não existia.Minha mãe havia prometido enviar-me um anjo, e o anjo apareceu.Eventualmente, encaminhei-me à Inglaterra, onde fui assistido pela Caridade Judaica.Fui colocado em um abrigo com outros meninos que sobreviveram ao Holocausto e treinado em Eletrônica. Depois fui para os Estados Unidos, para onde meu irmão Sam já havia se mudado.Servi no Exército durante a Guerra da Coréia, e retornei a Nova Iorque, após dois anos.Por volta de agosto de 1957, abri minha própria loja de consertos eletrônicos.Estava começando a estabelecer-me.Um dia, meu amigo Sid, que eu conhecia da Inglaterra, me telefonou."Tenho um encontro. Ela tem uma amiga polonesa. Vamos sair juntos!".Um encontro às cegas? Não, isso não era para mim!Mas Sid continuou insistindo e, poucos dias depois, nos dirigimos ao Bronx para buscar a pessoacom quem marcara encontro e a sua amiga Roma. Tenho que admitir: para um encontro às cegas, não foi tão ruim. Roma era enfermeira em um hospital do Bronx. Era gentil e esperta. Bonita, também, com cabelos castanhos cacheados e olhos verdes amendoados que faiscavam com vida.Nós quatro fomos até Coney Island. Roma era uma pessoa com quem era fácil falar e ótima companhia. Descobri que ela era igualmente cautelosa com encontros às cegas.Nós dois estávamos apenas fazendo um favor aos nossos amigos. Demos um passeio na beira da praia, gozando a brisa salgada do Atlântico e depois jantamos perto da margem. Não poderia me lembrar de ter tido momentos melhores.Voltamos ao carro do Sid, com Roma e eu dividindo o assento trazeiro.Como judeus europeus que haviam sobrevivido à guerra, sabíamos que muita coisa deixou de ser dita entre nós. Ela puxou o assunto, perguntando delicadamente:"Onde você estava durante a guerra?""Nos campos de concentração", eu disse.As terríveis memórias ainda vívidas, a irreparável perda. Tentei esquecer.Mas jamais se pode esquecer.Ela concordou, dizendo: "Minha família se escondeu em uma fazenda na Alemanha,não longe de Berlim . Meu pai conhecia um padre, e ele nos deu papéis arianos."Imaginei como ela deve ter sofrido também, tendo o medo como constante companhia.Mesmo assim, aqui estávamos, ambos sobreviventes, em um mundo novo."Havia um campo perto da fazenda", Roma continuou."Eu via um menino lá e lhe jogava maçãs todos os dias."Que extraordinária coincidência, que ela tivesse ajudado algum outro menino."Como ele era?", perguntei."Ele era alto, magro e faminto. Devo tê-lo visto todos os dias, durante seis meses."Meu coração estava aos pulos! Não podia acreditar! Isso não podia ser!"Ele lhe disse, um dia, para você não voltar, por que ele estava indo embora de Schlieben?".Roma me olhou estupefata. "Sim!"."Era eu!".Eu estava para explodir de alegria e susto, inundado de emoções.Não podia acreditar! Meu anjo!"Não vou deixar você partir", disse a Roma.E, na trazeira do carro, nesse encontro às cegas, pedi-a em casamento. Não queria esperar."Você está louco!", ela disse.Mas convidou-me para conhecer seus pais no jantar do Shabbat da semana seguinte.Havia tanto que eu ansiava descobrir sobre Roma, mas as coisas mais importantes eu sempre soube: sua firmeza, sua bondade. Por muitos meses, nas piores circunstâncias, ela veio até a cercae me trouxe esperança. Não que eu a tivesse encontrado de novo, eu jamais a havia deixado partir.Naquele dia, ela disse sim. E eu mantive a minha palavra.Após quase 50 anos de casamento, dois filhos e três netos, eu jamais a deixara partir.”Herman Rosenblat - Miami Beach, Florida***Esta é uma história verdadeira e você pode descobrir mais sobre ele no Google.
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