VIVERRedação
do Momento Espíritahttp://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3746&stat=0
Por vezes, não nos lembramos de como
é bom viver. Talvez porque nos esqueçamos de usufruir a vida em
totalidade.
Quase sempre, a ansiedade é nossa
companheira. E é ela que nos impede de viver em plenitude.
Quando nos deixamos envolver pela
ansiedade, estamos em um lugar fisicamente, mas a mente se encontra em outro ou,
então, horas à frente.
É bastante comum nos encontrarmos em
uma festa e cogitarmos do cansaço que sentiremos no dia seguinte, do
inconveniente de termos que levantar cedo, de retomar a rotina.
Descambamos para queixumes e
lamentações. Esquecemos de viver aquele momento de alegria, de encontro com os
amigos, de risos, de descontração.
Consequentemente, a festa não nos
beneficiará, ao contrário, será sinônimo de cansaço e indisposição.
E que dizer quando reclamamos das
crianças em casa? Reclamamos do barulho, da correria. Enfim, elas requerem tanta
atenção, tantos quefazeres.
E deixamos de usufruir dessa
extraordinária possibilidade de observá-las, de rir com elas, rir do que fazem e
como fazem.
Permitimo-nos perder a chance de ter
algumas horas de puro prazer, correndo, rindo, rolando na grama, chutando bola.
E também abraçando, estreitando forte, beijando.
Já nos demos conta de quão
maravilhoso é o colar de dois braços miudinhos nos envolvendo o pescoço? Nenhuma
joia, por mais valiosa, supera essa preciosidade.
Porque abraço de criança é tudo de
bom: é espontâneo, é forte, é macio.
E, no final do passeio, ou na hora de
dormir, como é doce sentir aquele calor do corpo de uma criança em nossos
braços, perceber-lhe o ritmo da respiração, sentir o pulsar do seu coração junto
ao nosso.
Isso se chama viver. Isso se chama
sorver a vida em abundância.
Viver é, também, permitir-se
despentear pelo vento, com suas mãos rebeldes e despreocupadas.
É sentir o sol percorrendo-nos o
corpo e estendendo cores por toda a natureza, beijando a superfície das águas,
fazendo-as brilhar como líquidos cristais.
Viver é sentar-se à mesa com a
família, com os amigos e comer devagar, buscando identificar o sabor de cada
alimento. E se deixar ficar ali, conversando, falando dos tantos nada que fazem
a felicidade de cada dia.
É dar um passeio de mãos dadas,
deixando a brisa sussurrar segredos entre ambos. Recados ouvidos de Deus,
segredos somente conhecidos por quem ama.
Viver é deter-se para assistir a um
pôr-do-sol, observando as pinceladas divinas que se sucedem, em promessa de um
dia esplendoroso, após a noite de veludo e estrelas que se
aproxima.
Viver é ter a certeza de que, após os
dias de invernia, chuva e frio, suceder-se-ão as horas floridas da primavera
risonha.
E que, após os dias de intenso calor,
a natureza começará a se despir de folhas e flores, preparando-se para se
engalanar de geada, brumas e garoa.
Viver cada minuto, cada emoção, sem
ansiedade, como único e inigualável.
Assim, a vida se torna maravilhosa.
Cada dia, uma experiência inédita porque, sendo criação divina, não existem
reprises nas horas, nem nos minutos.
Pensemos nisso e, enquanto ainda nos
encontramos no panorama terrestre, bebamos do cálice da vida, gota a gota,
deliciando-nos com o seu sabor.
E se horas amargas se apresentarem,
recordemos que como as estações, também os quadros de dores e dificuldades se
sucedem, substituídos por outros de alegrias, risos e cores.
Redação do Momento
Espírita.

Nenhum comentário:
Postar um comentário