sábado, 18 de julho de 2009

AMOR E INTELIGÊNCIA...






Amor e inteligência







A religiosidade é inerente ao homem.



Sob as mais diversas formas e em todas as épocas, a Humanidade procurou relacionar-se com a Divindade.



Por muito tempo imperou a idéia de que Deus deveria ser temido.



O Criador era apresentado, por muitas tradições, como cioso e vingativo.



Jesus reformulou esse conceito, ao falar em um Pai amoroso e justo.



Convidado a indicar o maior mandamento da Lei Divina, Ele sentenciou:



Amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o Espírito.



E também amar ao próximo como a si mesmo.



É interessante anotar que, ao invés de um, o Cristo apresentou, de uma vez, dois mandamentos.



Um fala em amor a Deus e o outro em amor ao próximo.



Isso prova que tais comandos são entrelaçados.



O amor ao próximo complementa o amor a Deus e vice-versa.



Segundo o Mestre Nazareno, Deus deve ser amado com todo o coração, toda a alma e todo o Espírito.



Percebe-se ser esse amor algo muito intenso e profundo, que reclama a criatura por inteiro.



O sentimento por si só não basta.



Quando se quer enfatizar o aspecto emocional, fala-se em coração.



Mas à Divindade não se deve dar apenas o coração.



Todo o Espírito necessita estar empenhado nessa relação.



Segundo o dicionário, um dos significados de Espírito é o conjunto das faculdades intelectuais.



Cuida-se de uma acepção até certo ponto comum.



Muitas vezes se afirma que uma pessoa tem espírito.



Essa expressão indica que ela é inteligente, perspicaz, possui raciocínio rápido.



Conclui-se que o amor a Deus envolve razão, discernimento, intelecto.



O Espiritismo ensina que Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.



Não se trata de uma personalidade, à semelhança dos homens, mas de uma Consciência Cósmica.



O apreço por uma personalidade humana, freqüentemente vaidosa, pode ser demonstrado por gestos exteriores.



Em relação à Consciência Cósmica, despida de características humanas, isso não se dá.



Como Deus é a Inteligência Suprema do Universo, o amor por Ele implica o esforço por desenvolver a própria inteligência.



Assim, a religiosidade é incompatível com o cultivo deliberado da ignorância.



Deus brindou Suas criaturas com dons maravilhosos, os quais precisam ser valorizados.



O dom que distingue os homens do restante da Criação é a sua intelectualidade desenvolvida, a sua razão.



O amor a Deus pressupõe respeitar o Mundo e os seres que Ele criou.



E também, logicamente, o esforço para entender esse Mundo e as leis que o regem.



Tudo no Universo é progresso e metamorfose.



Espécies animais e vegetais, as sociedades e as leis humanas, tudo se altera e aperfeiçoa.



O papel de cada homem é colaborar nesse processo de aprimoramento.



Para isso, necessita burilar seu intelecto.



Ao crescer em entendimento e compreensão, enche-se de admiração pela grandeza e pela sabedoria Divinas.



Mas o amor ao próximo complementa o amor a Deus.



As faculdades desenvolvidas pelo estudo e a observação devem ser utilizadas em benefício do semelhante.



Assim, para bem cumprir o mandamento do amor, procure desenvolver sua inteligência.



Estude uma língua, faça um curso, leia um livro, ilustre-se.



Encante-se com as maravilhas que o cercam.



E utilize seus talentos em favor do próximo.











Autor:

Redação do Momento Espírita

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