sábado, 6 de junho de 2009

FLORES, ESPINHOS,JARDINS.....





Do Amor - Gibran - na voz de Letícia Sabatela



Não pode haver jardins perfeitos sem espinhos, como não concebemos dias sem noites.
Importarmo-nos seria o cerne da questão... Mas como?! Importarmo-nos? ?
Cuidando do bem estar individual, visando o coletivo; só assim faríamos a diferença.
Amadores fizeram a Arca de Noé, enquanto técnicos construiram o Titanic... não nos é exigida a perfeição.

Se alguém nos procurar em desespero, não lhe agridamos com conhecimentos vãos, basta que saibamos doar nossos ouvidos ou mãos.

Lembremos, entretanto, que nem todos temos consciência desta necessidade e, ofertar o que nos requerem, pode fazer brotar muitas lágrimas, umedecendo-nos os olhos.
E o silêncio, neste caso, pode ser a caridade compactuada.

Há igrejas que, em nome de seus dogmas, esquecem que o Amor é o maior mandamento do Cristo, segregando, humilhando, desamparando, disseminando mais ódio na Terra.

Não discutamos com o necessitado. .. Jesus não nos questionou, respeitou nossas verdades míopes, plantando a semente do Amor por onde andou.

Grandes oportunidades de entendimento são desperdiçadas devido à arrogância. Equilibremo- nos até mesmo no amparo, se o estivermos exercendo com demasiada emotividade.
O sangue da vida é remédio que salva, mas pode ser alimento de vampiros. Assim como o doce que tempera pães tb serve para o pouso de insetos.

Sirvamos abençoando e assim seremos abençoados; amparando, esclarecendo, aprimorando- nos no fraterno e a graça cósmica nos virá em socorro.

Algumas almas queridas, que se perderam nas lembranças do tempo, foram tesouros que plantamos um dia despretensiosa, mas amorosamente.

Deixemos uma mensagem de paz, de esperança, de amizade, por onde passarmos, para àqueles que anseiam, em suas dores, por um lenitivo para a alma num momento de desespero. A esperança, como um agasalho para quem tem frio, pode advir de algumas palavras com amor proferidas.

Lutemos contra a indiferença, oferecendo nossa paz.
Combatamos a covardia da segregação.
Todavia não nos esqueçamos jamais da ferramenta preciosa da prece. A oração é a panacéia para as dores da alma e do coração.

Roguemos a Deus, que conhece nossas imperfeições, pedindo-Lhe força e luz, e não desistamos jamais de combater o bom combate, da boa luta, a que nos ensina a sermos mais fraternos.

A espada fere, mas o Amor acaricia a alma em prova.
A paciência e a compreensão fazem parte das lições do cotidiano, com o tempo nossa consciência cósmica assimilará sem dificuldades. Ainda nos custam o empenho máximo pois não vencemos ainda nosso homem-velho.

E o que de fato sabemos? nada... mas já visualizamos sombras, noticias e sentimos que só o Amor constrói.

O Amor não se dobra aos caprichos sombrios da razão; o Amor une sabedoria da alma e cultura do tempo, aliado aos padrões finos e autômatos das conquistas do coração.

Seja como for, se nos transformarmos em alma que se importa, o dedo em riste, que apontamos hoje, se transformará em dedos amáveis que acariciam, pois o guerreiro da paz é o caminhante da eternidade que reconhece que todos temos o mesmo destino: a perfeição no fim da estrada da vida.

Não cultivemos verdades, nem certezas a revelar, pouco sabemos, somos aprendizes ainda... Sejamos testemunhas das luzes que socorrem nas angústias da vida, pois enquanto a língua julga, o Amor ensina e ampara; enquanto a bala fere mortalmente, a ternura nos traz esperança e consolo.

Ainda estamos tão distantes das delicias conscienciais e fraternas... . mas se espalharmos a semente nesse solo, mesmo árido, uma chuva divina germinará as mudas da paz.

Ainda não alçamos altos vôos, mas já visualizamos o horizonte sem fim.
E assim, pouco a pouco, nos livraremos dos grilhões conscienciais e estaremos mais próximos de um dia dia galgarmos a liberdade que tanto almejamos.

Mas ainda precisamos atravessar grandes desertos de dúvidas, de lágrimas, de dor...
Sirvamo-nos do ar que a Natureza nos doa, dos alimentos, das forças da vida e comunhemos com o Pai que a tudo preside e orienta.

E assim, sonhando com as possibilidades existenciais de bilhões de galáxias, entre a espada que nos fere o peito, e a grandeza do Amor que podemos alcançar, optemos pelo Amor.

A única religião cósmica é o Amor.
Amor é vida, faz germinar a luz, compõe a verdade, é a certeza da paz profunda, desde os reinos da Justiça, até os paraísos angelicais.


Que nossos caminhos sejam iluminados e guiados pela luz divina da Paz, da Caridade e do Perdão e que, no final da estrada, tenhamos o coração de uma criança e a luz de um anjo.

Que a Paz do Cristo esteja dentro de todos nós sempre, para que um dia, com a graça de Deus, alcancemos a humildade, a bondade, a luz, o poder e a consciência altiva de Jesus.

Ghost/Helena Beatriz

REFLEXÃO




Em cada indelicadeza que pratico
assassino um pouco aqueles que me amam

Em cada desatenção nao sou nem educado, nem cristão

Em cada olhar de desprezo, alguém termina magoado

Em cada gesto de impaciência, dou uma bofetada invisível
naqueles que convivem ao meu lado

Em cada ressentimento, revelo meu amor próprio ferido

Em cada palavra áspera que falo, perco uns pontinhos na contagem

Em cada omissão que pratico, desprezo os conselhos do Mestre,

Em cada oração que eu nao faço, me perco

Em cada fofoca que me envolvo, perco a oportunidade do silêncio

Porem para tudo há o reverso, pois
Em cada pranto que enxugo, eu torno alguém mais feliz

Em cada ato de fé que pratico, eu canto um hino à vida
Em cada sorriso que espalho, eu planto uma esperança

Em cada espinho que arranco, eu curo uma ferida
Em cada semente que espalho colho um pouco de Amor...

Cabe a nós mesmos saber que destino queremos dar
a nossa vida e ao nosso coração
Pois em cada passo certo que tomo, um Anjo diz Amém.....


( Do livro Conversa com o Travesseiro )
= texto de Roque Schneider =



Tudo que sei é... o que é que era mesmo?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

TRÊS ATITUDES...

Três Atitudes







Você se considera uma pessoa egoísta, orgulhosa, ou é alguém que sempre busca praticar o bem?



Talvez a resposta para essa pergunta não seja tão fácil assim, por isso vamos fazer uma análise dessas três atitudes considerando alguns quadros e circunstâncias da vida diária:



Na sociedade:



O egoísmo faz o que quer.



O orgulho faz como quer.



O bem faz o que pode, acima das próprias obrigações.



No trabalho:



O egoísmo explora o que acha.



O orgulho oprime o que vê.



O bem produz incessantemente.



Na equipe:



O egoísmo atrai para si.



O orgulho pensa em si.



O bem serve a todos.



Na amizade:



O egoísmo utiliza as situações.



O orgulho clama por privilégios.



O bem renuncia ao próprio bem.



Na fé:



O egoísmo aparenta.



O orgulho reclama.



O bem ouve.



Na responsabilidade:



O egoísmo foge.



O orgulho tiraniza.



O bem colabora.



Na dor alheia:



O egoísmo esquece.



O orgulho condena.



O bem ampara.



No estudo:



O egoísmo finge que sabe.



O orgulho não busca saber.



O bem aprende sempre, para realizar o melhor.



Considerando essas três atitudes, você poderá avaliar qual é a que mais se destaca nas suas ações diárias.



Fazendo essa análise você poderá responder se é uma pessoa egoísta, orgulhosa ou que age de acordo com o bem.



Com a avaliação em mãos, considere o seguinte:



O egoísmo e o orgulho são dois corredores sombrios que conduzem ao vício, à delinqüência, à desgraça.



O bem é ampla e iluminada avenida que nos leva à conquista das virtudes sublimes e à felicidade suprema que tanto desejamos.



Mas para isso não basta apenas admirar o bem ou divulgá-lo; é preciso, acima de tudo, praticá-lo com todas as forças da alma.



E a decisão entre uma atitude e outra, cabe exclusivamente a cada um de nós.



.............................................



Não esqueça de que o bem que se faz é o único trabalho que faz bem, e esse serviço em favor dos outros é a caridade única em favor de nós mesmos.



O bem é a alavanca capaz de libertar o homem dos vícios e elevá-lo aos altos planos da harmonia consigo mesmo e com o mundo que o rodeia.



Assim, a prática do bem é e sempre será nossa melhor atitude.











Autor:

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na mensagem "Três Atitudes", do livro Seara dos Médiuns, ed. FEB.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

NEALE DONALD WALSCH........A PEQUENA ALMA E DEUS !!!!!!!!!!!!!!








A Pequena Alma e Deus (Neale Donald Walsch)


Era uma vez, em tempo nenhum, uma Pequena Alma que disse a Deus:
- Eu sei quem sou! E Deus disse:
- Que bom! Quem és tu? E a Pequena Alma gritou:
- Eu sou Luz! E Deus sorriu.
- É isso mesmo! - exclamou Deus. - Tu és Luz!
A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir.

- Uauu, isto é mesmo bom! - disse a Pequena Alma. Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus ( o que não é má idéia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É ) e disse:
- Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?
E Deus disse:
- Quer dizer que queres ser Quem já És?
- Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! - respondeu a pequena Alma.
- Mas tu já és Luz - repetiu Deus, sorrindo outra vez.
- Sim, mas quero senti-lo! - gritou a Pequena Alma.
- Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira - disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou:
- Há só uma coisa...
- O quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares- te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.
- Hã? - disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.
- Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, zilhões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. 'Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz - eis a questão'.
- Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! - disse a Pequena Alma mais animada.
Deus sorriu novamente.
- Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão - disse Deus.
- O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
- É aquilo que tu não és - replicou Deus.
- Eu vou ter medo do escuro? - choramingou a Pequena Alma. - - Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.
- Ah! - disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor. Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exactamente o oposto.
- É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é - disse Deus - Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, - continuou Deus - quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão. 'Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!'
- Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? -perguntou a Pequena Alma.
- Claro! - Deus riu-se. - Claro que podes! Mas lembra-te de que 'especial' não quer dizer 'melhor'! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!
- Uau - disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando.
- Posso ser tão especial quanto quiser!
- Sim, e podes começar agora mesmo - disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma
- Que parte de especial é que queres ser?
- Que parte de especial? - repetiu a Pequena Alma. - Não estou a perceber.
- Bem, - explicou Deus - ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial? A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento. - Conheço imensas maneiras de ser especial! - exclamou a Pequena Alma
- É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.
- Sim! - concordou Deus - E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.
- Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! - proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. - Quero ser a parte de especial chamada 'perdão'. Não é ser especial alguém que perdoa?
- Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.
- Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar- me assim - disse a Pequena Alma. - Bom, mas há uma coisa que devias saber - disse Deus.
A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.
- O que é? - suspirou a Pequena Alma.
- Não há ninguém a quem perdoar.
- Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.
- Ninguém! - repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta. Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados - de todo o Reino - porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer. Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar. Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a Luz de cada uma brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.
- Então, perdoar quem? - perguntou Deus.
- Bem, isto não vai ter graça nenhuma! - resmungou a Pequena Alma - Eu queria experimentar- me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial. E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste. Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te - disse a Alma Amiga.
- Vais? - a Pequena Alma animou-se. - Mas o que é que tu podes fazer?
- Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!
- Podes?
- Claro! - disse a Alma Amiga alegremente. - Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.
- Mas porquê? Porque é que farias isso? - perguntou a Pequena Alma.
- Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?
- É simples - disse a Alma Amiga. - Faço-o porque te amo.
A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.
- Não fiques tão espantada - disse a Alma Amiga - tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincamos juntas através de todo o tempo e em muitos lugares diferentes. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau - fomos ambas a vítima e o vilão. Encontramo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exata e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos. - E assim, - a Alma Amiga explicou mais um bocadinho - eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a 'má' desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar- te como Aquela Que Perdoa.
- Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? - perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.
- Oh, havemos de pensar nalguma coisa - respondeu a Alma Amiga, piscando o olho. Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:
- Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?
- Sobre o quê? - perguntou a Pequena Alma. - Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não muito boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.
- Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres!- exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar:
- Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar! Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
- O que é? - perguntou a Pequena Alma. - O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!
- Claro que esta Alma Amiga é um anjo! - interrompeu Deus, - são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos. E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.
- O que é que posso fazer por ti? - perguntou novamente a Pequena Alma.
- No momento em que eu te atacar e atingir, - respondeu a Alma Amiga - no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...
- Sim? - interrompeu a Pequena Alma
- Sim?
A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.
- Lembra-te de Quem Realmente Sou.
- Oh, não me hei de esquecer! - gritou a Pequena Alma - Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.
- Que bom, - disse a Alma Amiga - porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.
- Não vamos, não! - prometeu outra vez a Pequena Alma. - Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva - a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.
E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão. E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível. E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito. Lembra-te sempre, - Deus aqui tinha sorrido - não te enviei senão anjos!.

Neale Donald Walsch

terça-feira, 2 de junho de 2009

DEFINIÇÃO DE SAUDADE......





Definição de saudade



Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, com toda vivência e experiência que o exercício da medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos meus pacientes.



Dizem que a dor é quem ensina a gemer.



Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.



Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.



Um dia, um anjo passou por mim...



Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada, porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.



Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.



Meu anjo respondeu:



- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim.



Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!



Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:



- E o que morte representa para você, minha querida?



- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é? (Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)



- É isso mesmo, e então?



- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?



- É isso mesmo querida, você é muito esperta!



- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!



Fiquei boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.



- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.



Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo: - E o que saudade significa para você, minha querida?





- Não sabe não tio? “Saudade é o amor que fica!”



Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!



texto: Rogério Brandão - médico

CANÇÃO DA METADE





CANÇÃO DA METADE - Li Mi-An antigo poeta chinês


A metade do caminho, para o homem, é o melhor estado,
quando o passo mais lento lhe autoriza a calma.
Um amplo mundo jaz entre o céu e a terra.
Viver a meio caminho entre o campo e a cidade,
ser metade estudioso e metade proprietário e metade negociante, viver metade como os nobres e metade como a gente comum, possuir uma casa que é metade luxuosa e metade singela, meio mobiliada e meio desnuda,
vestuários que não são velhos nem novos,
e a comida metade epicúrea e metade vulgar ...
Ter serventes nem muito hábeis nem muito tolos,
e uma esposa que não é nem demasiado simples nem demasiado sabida ...
Então sinto no coração que sou pela metade um Buda e quase pela metade um santo espírito taoísta.
A metade de mim ao Céu nosso pai devolvo,
a outra metade a meus filhos deixo ...
Metade pensando como prover à minha posteridade
e metade pensando como defrontar-me com o Senhor dos Mortos.
É mais prudente ébrio, quem é metade ébrio;
e as flores meio abertas são mais belas.
Como navegam melhor os barcos a meia vela,
e melhor trota o cavalo a meia rédea!
Quem tem uma metade demais, que ansiedade!
Mas quem tem de menos, com mais fervor possui a sua metade.
Pois a vida é feita de amargor e doçura,
e é mais sábio e mais hábil quem só lhes prova a metade

CANÇÃO DA METADE - Li Mi-An antigo poeta chinês

O SORRISO DE DEUS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!






Uma foto em um milhão ... Um sorriso de Deus !