sábado, 6 de junho de 2009
FLORES, ESPINHOS,JARDINS.....
Do Amor - Gibran - na voz de Letícia Sabatela
Não pode haver jardins perfeitos sem espinhos, como não concebemos dias sem noites.
Importarmo-nos seria o cerne da questão... Mas como?! Importarmo-nos? ?
Cuidando do bem estar individual, visando o coletivo; só assim faríamos a diferença.
Amadores fizeram a Arca de Noé, enquanto técnicos construiram o Titanic... não nos é exigida a perfeição.
Se alguém nos procurar em desespero, não lhe agridamos com conhecimentos vãos, basta que saibamos doar nossos ouvidos ou mãos.
Lembremos, entretanto, que nem todos temos consciência desta necessidade e, ofertar o que nos requerem, pode fazer brotar muitas lágrimas, umedecendo-nos os olhos.
E o silêncio, neste caso, pode ser a caridade compactuada.
Há igrejas que, em nome de seus dogmas, esquecem que o Amor é o maior mandamento do Cristo, segregando, humilhando, desamparando, disseminando mais ódio na Terra.
Não discutamos com o necessitado. .. Jesus não nos questionou, respeitou nossas verdades míopes, plantando a semente do Amor por onde andou.
Grandes oportunidades de entendimento são desperdiçadas devido à arrogância. Equilibremo- nos até mesmo no amparo, se o estivermos exercendo com demasiada emotividade.
O sangue da vida é remédio que salva, mas pode ser alimento de vampiros. Assim como o doce que tempera pães tb serve para o pouso de insetos.
Sirvamos abençoando e assim seremos abençoados; amparando, esclarecendo, aprimorando- nos no fraterno e a graça cósmica nos virá em socorro.
Algumas almas queridas, que se perderam nas lembranças do tempo, foram tesouros que plantamos um dia despretensiosa, mas amorosamente.
Deixemos uma mensagem de paz, de esperança, de amizade, por onde passarmos, para àqueles que anseiam, em suas dores, por um lenitivo para a alma num momento de desespero. A esperança, como um agasalho para quem tem frio, pode advir de algumas palavras com amor proferidas.
Lutemos contra a indiferença, oferecendo nossa paz.
Combatamos a covardia da segregação.
Todavia não nos esqueçamos jamais da ferramenta preciosa da prece. A oração é a panacéia para as dores da alma e do coração.
Roguemos a Deus, que conhece nossas imperfeições, pedindo-Lhe força e luz, e não desistamos jamais de combater o bom combate, da boa luta, a que nos ensina a sermos mais fraternos.
A espada fere, mas o Amor acaricia a alma em prova.
A paciência e a compreensão fazem parte das lições do cotidiano, com o tempo nossa consciência cósmica assimilará sem dificuldades. Ainda nos custam o empenho máximo pois não vencemos ainda nosso homem-velho.
E o que de fato sabemos? nada... mas já visualizamos sombras, noticias e sentimos que só o Amor constrói.
O Amor não se dobra aos caprichos sombrios da razão; o Amor une sabedoria da alma e cultura do tempo, aliado aos padrões finos e autômatos das conquistas do coração.
Seja como for, se nos transformarmos em alma que se importa, o dedo em riste, que apontamos hoje, se transformará em dedos amáveis que acariciam, pois o guerreiro da paz é o caminhante da eternidade que reconhece que todos temos o mesmo destino: a perfeição no fim da estrada da vida.
Não cultivemos verdades, nem certezas a revelar, pouco sabemos, somos aprendizes ainda... Sejamos testemunhas das luzes que socorrem nas angústias da vida, pois enquanto a língua julga, o Amor ensina e ampara; enquanto a bala fere mortalmente, a ternura nos traz esperança e consolo.
Ainda estamos tão distantes das delicias conscienciais e fraternas... . mas se espalharmos a semente nesse solo, mesmo árido, uma chuva divina germinará as mudas da paz.
Ainda não alçamos altos vôos, mas já visualizamos o horizonte sem fim.
E assim, pouco a pouco, nos livraremos dos grilhões conscienciais e estaremos mais próximos de um dia dia galgarmos a liberdade que tanto almejamos.
Mas ainda precisamos atravessar grandes desertos de dúvidas, de lágrimas, de dor...
Sirvamo-nos do ar que a Natureza nos doa, dos alimentos, das forças da vida e comunhemos com o Pai que a tudo preside e orienta.
E assim, sonhando com as possibilidades existenciais de bilhões de galáxias, entre a espada que nos fere o peito, e a grandeza do Amor que podemos alcançar, optemos pelo Amor.
A única religião cósmica é o Amor.
Amor é vida, faz germinar a luz, compõe a verdade, é a certeza da paz profunda, desde os reinos da Justiça, até os paraísos angelicais.
Que nossos caminhos sejam iluminados e guiados pela luz divina da Paz, da Caridade e do Perdão e que, no final da estrada, tenhamos o coração de uma criança e a luz de um anjo.
Que a Paz do Cristo esteja dentro de todos nós sempre, para que um dia, com a graça de Deus, alcancemos a humildade, a bondade, a luz, o poder e a consciência altiva de Jesus.
Ghost/Helena Beatriz
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