quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

FAMÍLIA, LUGAR DE REENCONTROS.........


FAMILIA, LUGAR DE REENCONTROSA origem da família pode ser percebida na história da humanidade de através da Bíblia no Livro de Gênesis quando segundo o relator, Deus, em sua infinita sabedoria, tendo criado Adão, providenciou- lhe a presença de Eva pois "não é bom que o homem esteja só" (2:18), e logo adiante anuncia: "portanto deixará o homem a seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher, e serão os dois uma só carne." (2:24). E a dedução lógica se faz no sentido da procriação.Assim fica instalada a idéia do grupo familiar, e por que um grupo?O grupo nos seus primórdios era uma reunião de indivíduos que buscavam se defender dos demais como nos informa a ética tribal através da antropologia. Reunidos, criavam o movimento sinérgico e através deste as condições básicas de sua sobrevivência. A constituição e defesa da prole, sua alimentação e seu desenvolvimento até que esta por sua vez se transformasse em adultos e com sua força de trabalho voltasse a sustentar o grupo original, agora ampliado por novos acasalamentos. Este o círculo virtuoso mantenedor da família primal.Séculos se passaram e conseguimos reconhecer essas idéias estruturais na família moderna. Ainda hoje nos unimos ao parceiro(a) deixando nossos lares de origem. Constituímos nosso próprio reduto doméstico e trazemos filhos ao mundo. Para eles trabalhamos, os alimentamos e defendemos de um mundo hostil até que, por sua vez, em plenas condições de adultos, eles cumpram a sua parte na evolução social.Se tudo tem sido tão ensaiado, geração após geração, por que o substrato - felicidade não se encontra disponível?Sabemos que a família é um lugar de encontros ou melhor, de reencontros. Conforme a Doutrina Espirita, a evolução se faz individualmente porém não dispensa o concurso do grupo. Desta forma estamos ligados por laços duradouros uns aos outros, embora com as trocas de papéis necessárias ao nosso aprendizado. O pai de ontem será o filho ou neto de hoje, a filha de hoje terá sido a esposa de ontem, com todas as variáveis possíveis, dependentes que somos da Lei de Causa e Efeito. Mas a família muitas vezes torna-se palco de desencontros e estes se dão pelos motivos que passaremos a analisar, naturalmente, sem a pretensão de abarcar todas as hipóteses causais.O DESCOMPROMISSO: lares que se formam já fadados ao fracasso do relacionamento devido ao descaso dos parceiros na formação de laços de afeto baseados no respeito, no interesse, na tolerância. Quando surgem os momentos de avaliação, exigindo maturidade e renúncia do par, a separação acontece sem levar-se em considração as suas conseqüências.AUSÊNCIA DE RELIGIOSIDADE: lares formados por indivíduos que se auto denominam céticos e que vivem uma vida "orgânica" por assim dizer, voltados para os valores exlusivivamente materiais. Neste caso não há vivência de uma hierarquia demonstrando que acima de nós há sempre um poder superior a quem devemos respeitar. O lema deste tipo de lar assemelha-se ao "salve-se quem puder", gerando uma psicosfera desastrosa aos seus habitantes.DESCASO COM A PROLE: os filhos passam a ser "acidentes" da vida sexual, problemas a serem enfrentados, ou pior, ignorados. São filhos abandonados à própria sorte inda que não lhes falte todos os recursos materiais, boas escolas, roupas, viagens. Mas os pais não se aproximam efetivamente e não permitem a aproximação dos filhos criando um caos emocional no lar.No lar cristão a intenção é outra. Vigem ali os esforços para a realização da família, construída no dia-a-dia, atrvés dos exemplos de cada um dos pais; há a crença em Deus e no sentido da vida, sabedores que aqui não estamos a passseio, embora as maravilhas oferecidas pelo pleneta e fora; há o respeito pela individualidade de cada um e cooperação para que o lar se solidifique sobre valores de trabalho, honestidade, boa vontade.E se o lar é espírita, maiores elementos virão à tona no sentido de preservar e cuidar da instituição família, traduzida em edificação espiritual.Nem o Mestre Jesus prescindiu da família. Todo o universo está disposto em famílias desde as rochas até as estrelas.... Porque nós, homens, a dispsensaríamos? Num mundo de transição qual o que vivemos é a família o reduto, o porto seguro para onde voltar após as lutas do dia. Cuidar para que o seu ambiente espiritual esteja repleto das melhores vibrações de compreensão e paz não será uma terefa evangélica exclusiva, mas o simples bom senso e inteligência nos dizer que seremos os primeiros favorecidos. Assim nossas forças serão refeitas, o processo de educação de nossos filhos, por si só complexo, terá maiores chances de se fixar e os laços de afeto poderão se fortalecer quando não possam ser solucionados em amor.Naturalmente não estamos na ilusão dos lares perfeitos, visto que a perfeição é um conceito de referência divina que nos convida a fazermos o nosso melhor possível a cada dia. As diferenças de nossas personalidades associadas à nossa história espiritual faz com que a convivência se torne um desafio constante, a par das afinidades que nos alegram. Afinal não nos reencontramos ao acaso! há dias de maiores desafios em qualquer lar bem intencionado e outros de tranqüilidade felizmente. É o movimento da vida. O espírita, não detendo privilégios diante da Lei, passa também pelos seus revezes. A diferença está na rapidez com que se levanta dessas dores e na fé que não lhe abandona as forças cercado que está dos amigos espirituais, seus protetores familiares. É preciso usar dos rcursos tão simples e disponíveis que a Doutrina dos Espíritos recomenda: o Culto do Evangelho no lar, semanal; a tarefa em prol do próximo envolvendo se possível a todos da casa; a freqüência ao templo espírita; o estudo das obras kardequianas; a busca do passe; da orientação mediúnica... todos estes recursos terapêuticos disponíveis ao cristão sincero. Vamos vivê-los pois.É TEMPO DE RECONHECERMOS QUE O LAR É CORRESPONDENTE À NOSSA FAMÍLIA MAS QUE A NOSSA FAMÍLIA É A HUMANIDADE.Se rogamos por um mundo melhor comecemos de nós e de nossa família. Tranformemos as casas em lares e os lares em escolas vivas onde os nossos corações poderão enfim exercitar o amor de uns para com os outros. (Folha Espírita, setembro de 2002 - de Alcione Alguquerque de Andrade - Psicóloga - Coordenadora do Departamento de Psicologia - AME-MG)

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