terça-feira, 26 de julho de 2011

LETRAS DE AMOR



LETRAS DE AMOR


A todos que escreve os de simples e curtas frases aos escritores de longos textos é aconselhável que sigam os parâmetros da consciência para que usem as letras com o coração.

Tanto a fala como a escrita seguem o mesmo nível de responsabilidade vibratória, pois as letras também traduzem os sentimentos de quem às formam. Frases escritas mal intencionada tem o poder de provocar guerras ou de transformar a conduta de uma civilização como ocorreu com o Evangelho de Jesus.

Jesus nos aconselhava a usar a palavra com sabedoria e amor, mas escrever também segue o mesmo padrão moral.


As palavras são embaixadoras de todo pensamento humano, um livro pode trazer o conhecimento de um ser inteligente como pode disseminar idéias malsãs de ódio e preconceito.

O teor das frases escritas por nós indica o nível espiritual que pertencemos.

Nada mais belo do que linhas construindo um mundo feliz na mente alheia, uma boa história se desenrolando inteira, uma composição musical, uma poesia amorosa, um ensinamento filosófico e moral que auxiliando a evolução dos encarnados.

Jesus, Buda e Chrisna nada deixaram escrito, mas forneceram letras de amor para a renovação da humanidade.

Dada a importância das palavras escritas devemos levar em consideração as recomendações trazidas pelos espíritos de luz.



Ao escrever:



-Não use palavras de baixo calão.

-Não construa frases que possam tirar a esperança de quem muito precisa

-Nada trace que fale mal da vida alheia nem as use para ferir corações.

-Escreva o que instrui, constrói, edifica, reforme, ilumina o caminho dos semelhantes.

-Se não consegues falar algo importante para alguém, escreva.

-Use as letras para reconciliar inimigos.

-Use as palavras para incentivar quem desanimou.

-Forme frases que abram as consciências adormecidas.

-Escreva tudo que traga alegria, esperança e incentive o amor.

-Não é necessário ser um grande escritor para traçar: eu amo você.



Miryã Kali/MLucia

domingo, 8 de agosto de 2010




Qualquer pessoa que tome uma atitude paternal irá irradiar energia e vitalidade.
Não faltará amor para conhecer o que ainda é desconhecido,
amor pela ação que vitaliza e ancora aquilo que foi visualizado.
A energia do Pai dentro de nós inspira a vivacidade e torna consciente o valor de saber usar amorosamente a vontade para estimular a verdadeira criatividade.

DIA DOS PAIS




OS BRAÇOS DE MEU PAI


http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=979&let=B&stat=0

"Haverá lugar mais seguro no mundo, do que os braços de meu pai?

Haverá abraço mais forte, presença mais certa, do que a certeza de meu pai?

Depois de partir tantas vezes, depois de lutar tantas vezes, haverá outro lar para onde eu possa voltar, senão para a mansão do coração de meu pai?

Haverá professor mais dedicado, médico mais experiente, conselheiro mais sábio do que este?

Haverá olhos mais zelosos, ouvidos mais atentos, lágrimas mais sentidas, sorrisos mais serenos do que os dele?

Existirá mais alguém no mundo que lute por mim como ele? Que se esqueça de suas necessidades pensando nas minhas? Que esteja lá, em qualquer lugar, a qualquer hora, por seu filho?

Existirá mais alguém no mundo que renuncie a seus sonhos pessoais por mim, e que chegue até a tornar os meus sonhares os seus próprios, por muito me amar, e por muito querer me ver feliz? Existirá alguém?

Raros são os corações como o dele. Raro como a chuva durante a estiagem. Raro como o sol nas noites eternas dos pólos terrenos.”

Nossos pais são únicos. São destas almas que Deus, em sua bondade sem fim, coloca em nossas vidas, para torná-las completas.

Nossos pais são únicos. São as estrelas que permanecem no firmamento, dando-nos a beleza e a luz da noite, sem nada exigir em troca.

São tão valorosos, que mesmo após se tornarem invisíveis aos olhos, e serem vistos apenas em fotografias e sonhos, continuam conosco, com o amor de sempre, com o abraço seguro de todas as horas.

É por tudo isso que preciso lhe dizer, pai, não somente hoje, mais em todas as manhãs que a vida nos proporcionar; que se meus passos são mais certos hoje, é porque souberam acompanhar os seus; que se hoje sou mais responsável, é porque minha responsabilidade se espelhou na sua; e que se hoje sonho em ser pai, é porque tive em você a maior de todas as inspirações.

Não sabemos ao certo o tempo em que estaremos juntos, aqui, nesta jornada, mas saiba que nada me fará mais feliz no futuro do que reencontrá-lo, tantas e tantas vezes, em tantas e tantas vidas, porque jamais existirá lugar mais seguro no mundo, do que os seus braços, meu pai querido.

Minhas preces têm em seus versos o seu nome.

Meu espelho tem as feições que seu semblante me emprestou.

Minha fé tem a sua certeza, a sua confiança.

Meu coração tem as sementes das suas virtudes, e o livro da história de minha felicidade, tem em todas suas páginas, a palavra “pai”.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no poema “Os braços de meu pai” – autor desconhecido

sábado, 31 de julho de 2010

PUDIM DE SOBREMESA




Pudim de sobremesa


Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir pudim de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente um pedacinho minúsculo do meu pudim preferido. Um só.

Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um pudim bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O PUDIM é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.

A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.

Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.

Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').

Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.

Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.

Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...

Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça,
enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...

Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.

Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar
vários pedaços de pudim, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor, me traga: um pudim inteiro, um sofá pra eu ver Crepusculo,
uma caixa de trufas bem macias e o Cauã Reymond, nu, embrulhado pra presente.
OK?
Não necessariamente nessa ordem.

Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . ..


Martha Medeiros

COMO SE FAZ UM HERÓI..






Como se faz um herói

Talvez um herói se faça com umas gotas de amor, idealismo e uma grande vontade de promover o bem.

Ao menos para o jovem britânico Nicolas Winton a fórmula foi essa.

Tudo começou no ano de 1938, quando ele tinha somente 29 anos e viu cancelado seu plano de férias de final de ano. Atendendo ao convite de um amigo, ele foi para a Tchecoslováquia. O que Winton viu o deixou estarrecido.

Eram milhares de refugiados desesperados que tinham que deixar o país rapidamente.

De imediato ele percebeu que deveria fazer algo por eles. E fez.

Teve a ideia de retirá-los daquela terra, já sob o poder da Alemanha nazista.

Por conta própria, escreveu a vários países pedindo ajuda. Organizou uma primeira lista de nomes e recebeu resposta positiva da Suécia e da Grã-Bretanha.

De volta ao seu país, conseguiu o apoio de organizações beneficentes e encontrou pessoas dispostas a adotar os refugiados.

Também obteve os recursos necessários para o transporte e quando o primeiro trem chegou à Grã-Bretanha, lá estava ele, na plataforma, para a recepção.

Foram salvas 669 crianças por esse jovem. Crianças que se transformaram em escritores, engenheiros, biólogos, cineastas, construtores, jornalistas, guias turísticos.

Todos adultos generosos, que adotaram crianças, trabalham como voluntários, fazem o bem, como gratidão pelas suas próprias vidas.

Infelizmente, lamenta Nicolas, um novo grupo com quase 200 passageiros não pôde partir para a liberdade, porque no dia 1º de setembro de 1939 eclodiu a guerra.

Todos os meios de transporte foram bloqueados e os que não conseguiram sair, foram enviados aos campos de concentração.

Dizem que quem salva uma vida, salva a Humanidade. Que se pode dizer de alguém que salvou mais de 600?

Mas, um herói não para depois de um ato heroico. E, por isso, Nicolas tornou-se voluntário da Cruz Vermelha, na França, durante a guerra.

Trabalhou posteriormente nas Nações Unidas e, ao se aposentar, dedicou-se exclusivamente ao trabalho voluntário.

Vivendo no interior da Inglaterra, ele cuida do seu jardim e ainda usa o tempo para ajudar um asilo.

Não se considera um herói porque diz que fez o que todos consideravam impossível, simplesmente porque o seu lema é: Se não é obviamente impossível, deve haver uma maneira de fazer.

Discreto, nem à esposa com quem se casou em 1948, ele narrou o que fizera.

Foi em 1988 que o fato se tornou conhecido e ele passou a receber homenagens do Governo tcheco, da Rainha da Inglaterra, dos Estados Unidos e dos que foram salvos por sua atitude heroica.

Sua vida, seus méritos e a operação de resgate estão contidas na biografia escrita por nada menos do que uma das crianças que ele salvou: Vera Gissing, que o conheceu nos seus 80 anos de idade.

* * *

Um herói se faz com umas gotas de amor, idealismo e uma grande vontade de promover o bem.



Redação do Momento Espírita, com base em fatos da vida de Nicolas Winton.

COMO FAZER ALGUÉM FELIZ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!





Como fazer alguém feliz

Aquele professor era diferente de todos os demais. Os deveres de casa que ele passava eram sempre surpreendentes. Criativos.

Enquanto os outros professores nos mandavam responder perguntas ao final do capítulo ou solucionar os problemas de números tal a tal, ele tinha tarefas bem diversas para nossa classe.

Naquela quinta feira ele falou a respeito do comportamento como um meio de comunicação.

"Nossos atos falam mais do que as palavras. O que as pessoas fazem nos diz algo sobre o que estão sentindo", afirmou.

"Agora, como dever de casa, vejam se conseguem mudar uma pessoa, massageando o ego dela o bastante. Tanto que vocês percebam uma mudança em seu comportamento. Na próxima aula, vocês relatarão seus resultados."

Quando cheguei em casa, naquela tarde, olhei para minha mãe e vi que ela estava sentindo muita pena de si mesma. Os cabelos lhe caíam sobre o rosto. A voz parecia um lamento. Enquanto preparava o jantar, ela ficou suspirando.

Quando cheguei, não falou comigo. E assim eu também não falei com ela.

O jantar foi triste. Papai estava sem vontade para falar. Foi aí que decidi colocar em ação o dever de casa.

"Mãe, sabe aquela peça que o clube de artes dramáticas da universidade está encenando? Por que você e papai não vão assisti-la hoje à noite?"

"Esta noite não dá", disse logo meu pai. "tenho uma reunião importante."

"Naturalmente", foi a resposta seca de minha mãe.

"Bem, por que não vai comigo?" - quando acabei de formular a pergunta, me arrependi. Imagine: um rapaz do segundo grau sair à noite com sua mãe. Mas agora não havia mais conserto.

Ela perguntou toda animada:

"De verdade? Rapazes não costumam sair com as mães."

Eu engoli em seco antes de tornar a falar: "não existe nenhuma lei dizendo que a gente não pode sair com a mãe. Vá se arrumar."

Ela carregou uns pratos até a pia. Seus passos estavam mais leves, em vez de arrastados.

Papai e eu lavamos a louça e ele comentou o quanto eu era um filho atencioso e gentil.

Deprimido, eu pensei :"tudo por causa da aula de psicologia."

Mamãe voltou para a cozinha, mais tarde, parecendo cinco anos mais nova.

Parecendo não acreditar no que estava acontecendo, ela insistiu: "você tem certeza de que não vai sair com ninguém esta noite?"

"Agora eu vou. Vamos nessa!"

A noite não foi tão desagradável como eu pensara. A maioria dos meus amigos certamente fez algo de mais empolgante naquela noite do que assistir uma peça de teatro.

Ao final da noite, minha mãe estava genuinamente feliz. E eu próprio, bastante satisfeito.

Acabei me dando superbem no dever de casa. E aprendi um bocado sobre como fazer alguém feliz.

***

Pode ser que você não tenha dever de psicologia para fazer em casa. Pode ser que você nem esteja estudando. Não importa.

Na universidade da vida, o curso não acaba nunca. Sempre é tempo de aprender e exercitar. Por isso, tente hoje, fazer alguém feliz.

Pode ser seu filho, sua esposa, sua mãe. Que tal um amigo, um irmão?

Simplesmente alguém que transite em seu caminho. Observe, ofereça seu tempo, sua companhia. Faça um comentário gentil. Abrace, beije, converse. Proponha um passeio. Um programa diferente.

E descubra como é bom fazer alguém feliz.






Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. Como massagear um ego, de autoria de Kirk Hill, do livro Histórias para aquecer o coração dos adolescentes de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante.

REFLETINDO.....





“Jesus deve ter pensado muito bem em suas atitudes. Sabia que elas seriam comentadas pelos séculos vindouros, e precisava dar o exemplo.
Seu primeiro milagre? Não foi curar um cego, fazer um coxo andar, exorcizar um demônio: mas transformar água em vinho, e animar a festa.
Seus companheiros? Não foram os que comandavam a cultura e a religião da época; mas homens comuns, que viviam de seu trabalho.
Suas companheiras? Não eram como Marta, que fazia bem direitinho a tarefa doméstica; mas como Maria, que o seguia com liberdade.
O primeiro santo? Não foi um apóstolo, nem discípulo, nem um fiel seguidor; mas o ladrão que morria ao seu lado.
O sucessor? Não foi aquele que mais se aplicou em aprender seus ensinamentos; mas quem o negou no momento em que mais precisava de ajuda.
Enfim, nada do que mandava o manual do bom comportamento.”


Paulo Coelho (2010)